domingo, 29 de maio de 2011

Resposta

Porque há comentários que merecem, a este dedico um post!

""Monhé"?! E porque não escreveres "chinos" ou "olhos em bicos"?! Também és das que chamam "tição"?!
E em relação ao resto que escreves, ó branquela, tu que estás num país que não é o teu para poderes sobreviver, devias ser mais tolerante com as dificuldades de algumas pessoas que não trabalham no seu país de origem, não achas?

E não, não sou "monhé".

Helena Duarte"


Tanto preconceito! Nao usei outros termos porque nao me apeteceu, gosto particularmente da palavra monhe e nao vejo mal nenhum em usá-la. Quanto ao termo branquela, adoro! Tenho amigos monhes que ás vezes me chamam branquela (whitie) e eu acho o máximo. Devo também dizer que nao vim para Londres para sobreviver. Quando deixei Portugal tinha comida, emprego e um tecto. Quanto ás dificuldades com que se deparam pessoas que como eu procuram oportunidades noutro País que nao aquele onde nasceram é óbvio que compreendo e também passei por algumas. Mas acho que nao me passaria pela cabeca aceitar um emprego para o qual nao tivesse os requisitos minimos. Mas nao sou mulher de dizer nunca, quem sabe um dia nao tento a minha sorte como engenheira civil, psicologa ou até quem sabe como médica!

Obrigada Helena por me fazer sorrir.

18 comentários:

Breaking disse...

Gabo-te a paciência para responderes a tolos, neste caso tolas!

Bom feriado :)

Sofia disse...

Respondi porque achei alguma piada ao comentário.

Bom feriado para ti também =)

Relíquia disse...

Parabéns, adorei a resposta :) !

Acho que deves ter pisado o calcanhar a alguém, muitooooo sensivel .
Deve ter sido muito maltratada... :p

Lua disse...

Achei i teu post anterior inadequado mas este é mais.

O comentário a que te referes até podia ter sido escrito de uma forma diferente mas o que é discutido é importante e, parece-me, que o estás a ignorar por completo.

Monhé é um termo usado de uma forma negativa. Se o usas com amigos indianos que não se importam (e se tu não te importas de ser referida pela tua raça), isso não justifica o termo. Para esclarecer, isto não é caso de ser politicamente correcto mas sim de continuar a dar vida a um termo que tem toda uma conotação negativa. Não é de todo differente de usar 'paki' e 'nigger'. Também achas estes termos aceitáveis?

Quanto ao facto de a rapariga ter aceite um emprego para o qual não tem qualificações, que tal tentares descobrir primeiro as razões que a levaram a fazer tal coisa?

Tu, como dizes, tinhas todas as necessidades básicas em Portugal sob controlo. Quem sabe se até levarias uma vida confortável. Sabes se este é o caso desta rapariga? se a resposta for não, consegues entender os sacrifícios que leva uma pessoa a ter de passar por incompetente até aprender só para ter acesso a um salário melhor?

E comparar sair de um restaurante para um call centre com sair de um call centre para ser engenheira civíl, mesmo exagerado, é uma parvoíce. Por muito que te custe, o teu trabalho qualquer um pode fazer sem um curso e com experiência o suficiente. Porque não dá-la a esta rapariga?

Sofia disse...

Olá Lua,

Nao uso o termo monhe com amigos indianos porque eles nao falam portugues mas uso outros referentes a cor deles na brincadeira. Eles também os usam entre eles e ninguém fica chateado.

Sinceramente nao sei a origem do termo monhe mas para mim nao tem essa conotacao negativa.

Quanto a minha colega nova. O trabalho a que me refiro nao é de call centre, envolve mais do que atender chamadas mas isso nao é importante.

A mim chateia-me haverem pessoas mais qualificadas sem emprego que nao sao consideradas apenas por nao conhecerem as pessoas certas.

Outra coisa é a frustracao de estar cheia de trabalho e em vez de ter mais uma pessoa para ajudar, nao, escolhem alguém que nao faz ideia do que está a fazer.

Beijinhos,
Sofia

Corina de Oliveira disse...

Sim, estou viva :D eheheheh... Estou de volta!

Quanto a essa Helena, diz-lhe para sair do mundo encantado :)

***

Lua disse...

Sofia, custa-me a acreditar que não saibas ou não entendas a conotação negativa dessa palavra (http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=monh%C3%A9). Não há ninguém que a diga em Portugal de uma forma positiva, assim como não há ninguém no seu juízo perfeito que não entenda que as palavras 'nigger' ou 'paki' sejam extremamente ofensivas.

Dizes que não te importas que te chamam the 'whitey' mas pergunto-me se acharias o mesmo se não fosses tu a maioria.

Agora sem brincadeiras, ok? é um termo totalmente racista e xenófobo.

Quanto ao facto de 'eles' usarem palavras que denotam a sua raça entre eles, não quer dizer que o mesmo possa ser feito por uma pessoa que não faz parte do grupo. Aliás, tal e qual como 'nigger' - um termo muitas vezes usado por pessoas de origem africana num grupo composto por pessoas de origem africana, mas que é totalmente ofensivo se usado por uma pessoa que não seja de origem africana. Fico, mais uma vez, bastante surpreendida por estas coisas te passarem ao lado.

Relativamente ao emprego, ela está a tirar o lugar a alguém? Houve alguém que aí bateu à porta com um CV? Passou à frente de alguma selecção que está a ter lugar para preencher essa vaga? Se sim, é claro que é triste. Se não, é dar uma oportunidade.

Quanto ao tu aceitares ou não um emprego para o qual não tens qualificações, acho que primeiro tens de sair da tua zona de conforto, estar numa situação financeira precária e não teres o apoio nem da família nem do namorado para poderes ficar sentada no teu 'high horse'. Até lá isto são tudo falas mansas de quem não está em dificuldades, percebes?

Ska disse...

A questão continua a ser que a palavra monhé foi usada como tradução da palavra "asiático". Nunca foi usada como termo pejorativo, nem foi dito que se ela tivesse trabalhado no macdonalds ou na women's secret seria mais adequada para o trabalho dela.

Não gosto da palavra também. Acho que realmente tem uma conotação má, tipo chinoca para qualquer asiático (versão portuguesa da palavra). Mas qualquer imbecil com mais do que dois neurónios a funcionar em série consegue perceber qual o sentido em que a porra da palavra foi usada.

Rai's partam o politicamente correto. O pessoal ganha a formatação nova e pumba, tudo o que sair da formatação leva com o "herege, ele fez uma piada sobre gordas" e entra tudo no mesmo saco.

Sofia disse...

Lua, de há mais de um ano para cá que no meu ambiente de trabalho ser branca faz-me estar do outro lado e fazer parte de uma minoria. E é nesse ambiente que me chamam whitie. E já tive colegas meus a brincarem e a dizerem que algo aconteceu só porque sao pretos! Porque raio temos de levar a diferenca na cor de pele tao a peito?

Vários CVs chegam todas as semanas e nem sequer tiveram direito a serem chamados para uma entrevista!

Quanto a aceitar um emprego para o qual nao se tem jeito nenhum. Confesso que até já o fiz quando trabalhei num restaurante. Mas foi como solucao temporária e em menos de uma semana mudei de emprego. Tive sorte. É verdade. Neste ponto dou-te alguma razao mas do ponto de vista prático para quem tem de trabalhar com essa pessoa todos os dias nao é nada bom.

Obrigada Ska!

Marshmallow disse...

Sinceramente vou passar a questão racial ao lado e dizer que o que espanta no teu post é a falta de tolerancia que vejo. Quantos e quantos de nós portugueses com cursos (e mais importante capacidades!) viemos à procura de uma oportunidade? E quantos de nós não tivemos que nos sujeitar até essa nos ter sido dada? Essa rapariga se fosse portuguesa certamente seria mais uma Engeheira Agronoma que emigrou à procura de um futuro melhor! Sendo nova e sem experiência nessa àrea certamente que precisará de tempo para se adaptar.

Nuno disse...

Pelo que eu percebi do post a Sofia nao está preocupada com o facto de a rapariga se ter aproveitado da oportunidade mas sim o facto de lhe ter sido dada essa oportunidade quando há gente melhor qualificada há procura dela!

Sofia disse...

Acho interessante ninguém se "revoltar" com o facto do factor C ser mais importante do que as qualificacoes ou capacidades de uma pessoa para conseguir um emprego.

Anónimo disse...

Pois é ,mas o factor C aqui tambem conta e muito pelo que já percebi.Sim tb estou cá a viver e a trabalhar.
Muita paciência e esperar que a pessoa em questão aprenda e QUEIRA aprender e fazer parte da equipa.
Todos os empregos requerem não só esperiência,mas conhecimento e vontade,mesmo aqueles em que pensamos que fazemos com uma "perna ás costas"

Marta

Lua disse...

Porque é que raio levamos a cor tão a peito?!

Porque os termos que, geralmente, são usados para demarcar esta diferença assentam em anos de divisão racial que provocou e provoca injustiças inimagináveis que tu, como branca nascida na Europa, nunca irás entender por completo (mas que deverias entender em teoria).

Isto não se trata do politicamente correcto, só pessoas tontinhas e sem neurónios é que pensam que o assunto assim se resume.

Não se trata de se sentir confortável e aceite num group de raça diferente o suficiente para se poder 'brincar' com termos ofensivos que esse próprio grupo usa muitas vezes como badge of honour (por razões complexas o suficiente para não se poderem explicar aqui).

Trata-se simplesmente de continuar a usar termos que descrevem diferenças quando estas diferenças são irrelevantes. Tu podias simplesmente ter dito que tens uma colega que não fala inglês e que entrou com uma cunha. Contudo sentiste a necessidade de falar da raça dela. Para quê? Se a rapariga fosse branca e não indiana também referirias este facto?

E tu és a minoria? Estás a brincar ou não entendes mesmo este conceito? até podes ser a minoria no teu 'ambiente de trabalho' mas não és a minoria onde vives (onde o teu contexto de trabalho está inserido), e isto muda tudo. Se te chamassem 'whitey', especialmente se a palavra se inserisse num contexto semelhante, logo negativo (não falavas bem inglês e tens uma cunha), achas que interpretavas 'whitey' da mesma forma e não conseguias ver a conotação racial negativa?!

Acho que ninguém aqui defendeu a cunha. Mas se querias criticar cunhas então deverias ter escrito acerca da pessoa que a lá meteu e não ela que aceitou a posição.

Assim como assim, o teu post parece um ataque pessoal a uma rapariga que não gostas nem toleras. O pior? um post com conotações racistas. Se o fizeste com essa intenção não o posso dizer porque não te conheço bem. Contudo, esta não é a questão porque excepções toda a gente as pode abrir até não se perceber muito bem o que é aceitável. A questão é que continuas a defender o uso de um termo sem a mínima compreensão do acto de o usar.

Sofia disse...

Lua, acho que nao vale a pena continuarmos com esta discussao já que nao me parece que isto vá dar em consenso tao cedo.

Temos maneiras diferentes de ver as coisas. Nada a fazer.

Beijinhos,
Sofia

Lua disse...

Não dará em consenso, nem cedo nem tarde Sofia. E aqui näo há diferenças (há, sim, um certo e um errado - no que diz respeito ao uso da palavra 'monhé'). Há muito a fazer mas só o faz quem quer.

Enfim, fica bem.

Anónimo disse...

Eu também não gostei do uso da palavra "monhé", mas preferi não comentar porque o blogue é teu e és livre de escreves nele o que quiseres.
No entanto, há muitos anos que não ouvia a palavra, e fez-me recordar a última vez que a ouvi: tenho dois primos malaios (filhos de uma portuguesa branca e um malaio de etnia chinesa da Malásia), quando tinham mais ou menos 15 e 13 anos foram viver para Portugal, onde na escola os chamavam constantemente "monhés". Só te posso dizer que não era nada agradável e que a minha prima ainda hoje, 15 anos depois, fala nisso como uma das piores experiências da altura em que viveu em Portugal.

cr disse...

Escusado será dizer que o blog é teu e tu escreves o que te apetecer e que só vem ler quem quer! Enfim...